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Ícone do tradicionalismo gaúcho, Bagre Fagundes morre aos 86 anos
Por Administrador
Publicado em 03/08/2026 07:57
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O Rio Grande do Sul perdeu nesse domingo (2) um de seus maiores ícones culturais. Bagre Fagundes morreu aos 86 anos, em Porto Alegre, deixando uma trajetória marcada pela defesa das tradições gaúchas e coautoria do “Canto Alegretense”. Internado desde maio, o artista não resistiu a complicações de parada cardiorrespiratória provocada por engasgo durante almoço em sua casa.

Aberto ao público, o velório será realizado no Palácio Piratini, a partir das 10h desta segunda-feira (3).

Em manifestação oficial, o governador Eduardo Leite enalteceu a contribuição do artista: “Ele parte, mas deixa exatamente o que sua própria obra anunciava: um legado que permanecerá vivo na cultura, na tradição e na música do nosso povo”.

Bagre deixa a esposa, Marlene Vilaverde, e os filhos Ernesto (Neto), Euclides, Luciana e Paulinho.

 

Trajetória e legado

Nascido em Uruguaiana e criado em Alegrete, cidades na Fronteira Oeste do RS, Euclides “Bagre” Fagundes Filho fez da música o seu principal caminho. Ao lado de três filhos e do irmão Nico Fagundes (falecido em 2015), integrou Os Fagundes, grupo que se tornou uma das maiores referências do regionalismo gaúcho e ajudou a difundir os costumes e a identidade do Estado para diferentes gerações.

Em parceria com Nico, também participou da criação do emblemático “Canto Alegretense”. Inspirada na ligação dele e dos irmãos com Alegrete, a obra ultrapassou as fronteiras do município e se transformou em um símbolo de pertencimento e orgulho para os sul-rio-grandenses.

Ao longo de décadas de carreira, Bagre participou de festivais, programas de rádio e televisão, além de apresentações dedicadas à preservação da música nativista. Com sua voz e sua atuação no tradicionalismo, consolidou-se como uma das figuras mais representativas da cultura gaúcha.

 

Com informações do jornal O Sul

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